5 dicas para escolher a raquete de Beach Tennis certa para você

A primeira raquete de Beach Tennis costuma ser escolhida de uma maneira pouco científica: alguém recomenda uma marca, você encontra um modelo bonito, lê que ele possui carbono e conclui que deve ser bom.

Alguns meses depois, pode surgir uma dúvida desconfortável. A raquete parece pesada nas trocas rápidas, o contato com a bola não agrada ou você experimenta o equipamento de outra pessoa e percebe que se sente muito mais à vontade.

Isso acontece porque não existe uma única raquete ideal para todos os jogadores.

Duas raquetes com praticamente o mesmo peso na balança podem parecer completamente diferentes durante um golpe. Modelos produzidos com carbono também não possuem necessariamente o mesmo nível de rigidez, porque a construção envolve face, estrutura, núcleo, espessura, distribuição de peso e outras escolhas de projeto.

O mesmo vale para o preço. Uma raquete mais cara pode utilizar materiais e processos de fabricação mais sofisticados, mas isso não significa automaticamente que seja a melhor escolha para alguém que começou a jogar há poucas semanas.

Antes de olhar marca, coleção ou estética, vale entender algumas características que realmente mudam a sensação do equipamento.

É justamente isso que vamos fazer.

Antes das cinco dicas: uma raquete de Beach Tennis tem regras próprias

A raquete usada no Beach Tennis não é simplesmente uma raquete de tênis sem cordas. O equipamento possui especificações próprias definidas pelas regras internacionais da modalidade.

Nas regras oficiais de 2026, a ITF estabelece que a raquete pode ter no máximo 50 cm de comprimento, enquanto a superfície de impacto não pode ultrapassar 30 cm de comprimento por 26 cm de largura. A espessura também possui limite máximo de 38 mm.

A superfície é sólida e pode possuir furos, mas não utiliza cordas como uma raquete tradicional de tênis.

Para quem joga recreativamente, você não precisa sair medindo equipamentos na loja. Modelos produzidos especificamente para Beach Tennis normalmente já são desenvolvidos dentro desses parâmetros.

A informação é útil principalmente para reforçar um ponto: escolha uma raquete projetada para a modalidade, especialmente quando estiver começando.

Se você ainda está conhecendo o jogo, nosso artigo Beach Tennis: como funciona e o que saber antes de começar explica a estrutura básica da modalidade antes de entrarmos nos detalhes do equipamento.

Dica 1: comece pelo seu nível, não pelo material mais sofisticado

Um erro bastante comum é começar a escolha pela pergunta: “Carbono 3K, 12K ou 18K?”

Para muita gente que está comprando a primeira raquete, essa provavelmente não deveria ser a primeira pergunta.

Antes, pense naquilo que acontece hoje quando você joga.

Você ainda está aprendendo a encontrar o ponto de contato da bola? Tem dificuldade para posicionar a raquete rapidamente? Está desenvolvendo controle antes de buscar potência? Ou já possui uma técnica mais estável e começa a perceber exatamente aquilo que gostaria de mudar no equipamento?

Quem está começando normalmente se beneficia mais de uma raquete previsível, confortável e fácil de movimentar do que de características voltadas para um estilo de jogo que ainda nem foi desenvolvido.

Isso não significa que iniciantes estejam proibidos de utilizar raquetes de carbono.

Significa apenas que pagar mais por uma construção mais rígida ou orientada a desempenho não cria automaticamente uma vantagem se o jogador ainda está construindo sua técnica.

A raquete não corrige um golpe que ainda está sendo aprendido

Equipamentos conseguem modificar sensação, velocidade da cabeça da raquete, resposta no contato e estabilidade.

Eles não conseguem substituir técnica.

Se um jogador ainda chega atrasado à bola, trocar a raquete pode alterar a sensação do golpe, mas não resolve sozinho o posicionamento.

Se o saque ainda possui pouca consistência, comprar um modelo descrito como “potente” não transforma automaticamente esse saque.

Essa distinção ajuda bastante na hora de gastar dinheiro.

Em vez de perguntar qual raquete possui mais tecnologia, tente descobrir qual característica do seu equipamento atual realmente limita seu jogo.

Se você não consegue responder porque está começando, tudo bem.

Nesse estágio, conforto e facilidade de manejo já são excelentes critérios.

Iniciantes podem aproveitar muito a raquete emprestada da aula

Muitas escolas e arenas disponibilizam equipamentos.

Se esse for o caso, experimente mais de uma raquete nas primeiras semanas antes de comprar.

Você pode descobrir que prefere um modelo mais leve.

Ou que determinado cabo parece fino demais.

Pode perceber que uma raquete um pouco mais pesada continua confortável porque seu equilíbrio está mais próximo da mão.

Essas sensações são difíceis de aprender apenas lendo especificações.

Uma hora de quadra consegue revelar coisas que vinte páginas de descrição de produto não mostram.

Jogador iniciante testando diferentes raquetes de Beach Tennis com orientação de um professor.

Dica 2: não escolha pelo peso sem considerar como ele está distribuído

Peso é uma das especificações mais fáceis de comparar porque aparece em praticamente todas as fichas técnicas.

Você encontra modelos em torno de 320 g, 330 g, 340 g, 350 g e outras variações e começa a procurar um número ideal.

O problema é que peso total conta apenas parte da história.

Duas raquetes de 330 g podem produzir sensações bastante diferentes dependendo de onde essa massa está concentrada.

É aí que entra o equilíbrio, também chamado de balanceamento.

O que significa equilíbrio da raquete?

Imagine apoiar a raquete horizontalmente sobre um ponto até descobrir onde ela fica equilibrada.

Quanto mais esse ponto estiver deslocado para a cabeça, maior será a sensação de massa na região superior durante o movimento.

Quando está mais próximo do cabo, a raquete tende a parecer mais fácil de manobrar.

Entre esses extremos estão modelos de equilíbrio intermediário ou neutro.

Essa distribuição influencia bastante a sensação durante voleios rápidos, saques, defesas e ataques.

É por isso que escolher apenas pela balança pode ser enganoso.

Raquete mais leve sempre é melhor para iniciante?

Não necessariamente.

Uma raquete relativamente leve pode ser fácil de movimentar, o que é interessante quando ainda estamos desenvolvendo coordenação e velocidade de preparação.

Mas leveza extrema não é automaticamente sinônimo de controle, estabilidade ou conforto.

O conjunto precisa funcionar.

Uma raquete ligeiramente mais pesada, mas bem equilibrada para aquele jogador, pode parecer mais confortável que uma opção mais leve com peso concentrado na cabeça.

Por isso, em vez de procurar “o peso perfeito para iniciantes”, procure uma faixa que você consiga movimentar naturalmente durante vários golpes.

A sensação depois de alguns minutos de jogo importa mais que a primeira impressão ao segurar a raquete parada.

Peso na cabeça pode ajudar na potência?

Uma distribuição mais orientada para a cabeça pode aumentar a sensação de massa envolvida no impacto e favorecer jogadores que procuram maior presença da raquete nos golpes ofensivos.

Existe, porém, uma troca.

Quanto mais peso você sente longe da mão, maior pode ser a exigência para reposicionar rapidamente a raquete.

No Beach Tennis isso importa porque muitas trocas acontecem em pouco espaço e sem quique da bola.

Uma raquete que parece excelente num smash isolado pode parecer menos conveniente durante uma sequência de voleios rápidos.

Por isso, “mais potência” nunca deveria ser analisada sem perguntar o que você está entregando em troca.

Equilíbrio mais próximo da mão favorece agilidade?

Em termos gerais, uma distribuição mais próxima do cabo tende a facilitar mudanças rápidas de direção da raquete.

Isso pode agradar jogadores que valorizam defesa, reação e manejo.

Não significa, porém, que toda raquete com esse equilíbrio será automaticamente “de controle”.

Face, núcleo e formato também participam da resposta.

A melhor forma de utilizar classificações como cabeça leve, equilibrada ou cabeça pesada é tratá-las como pistas sobre a sensação do equipamento, e não como garantia de determinado resultado.

Não escolha uma raquete mais pesada apenas para bater mais forte

Potência no Beach Tennis não vem exclusivamente da massa da raquete.

Técnica, velocidade do movimento, ponto de contato e maneira como o corpo participa do golpe possuem enorme influência.

Se você adiciona peso que dificulta seu movimento, pode acontecer exatamente o contrário do esperado: a raquete fica teoricamente mais estável, mas você deixa de acelerá-la ou começa a chegar atrasado à bola.

Escolha peso dentro daquilo que consegue controlar.

Potência útil é aquela que continua acompanhada de direção e consistência.

Dica 3: entenda o que carbono e fibra de vidro realmente mudam

Material é provavelmente uma das áreas em que o marketing mais confunde quem está começando.

Carbono aparece frequentemente associado a produtos mais sofisticados, enquanto fibra de vidro costuma aparecer em modelos de entrada ou intermediários.

Há uma razão técnica para parte dessa diferença.

De maneira geral, construções com maior participação de fibra de vidro tendem a permitir mais flexibilidade, enquanto estruturas de carbono podem ser projetadas com maior rigidez e estabilidade.

Mas a palavra importante é podem.

A raquete não é fabricada apenas com a face.

Tipo de carbono, quantidade de camadas, orientação das fibras, resina, estrutura, núcleo e espessura alteram o resultado.

Por isso, comparar apenas “carbono versus fibra de vidro” simplifica demais.

Fibra de vidro pode ser uma excelente escolha

Flexibilidade não significa baixa qualidade.

Para jogadores iniciantes ou para quem gosta de uma resposta mais macia, uma face com fibra de vidro pode proporcionar uma sensação bastante agradável.

Existem inclusive construções híbridas nas quais estrutura e face utilizam materiais diferentes.

Isso permite que fabricantes combinem características de rigidez e flexibilidade em partes distintas da raquete.

O mercado atual possui diversos exemplos de raquetes que misturam fibra de carbono, fibra de vidro e núcleo de EVA.

Portanto, não descarte automaticamente um modelo apenas porque a ficha técnica não exibe a maior quantidade possível de carbono.

Carbono não transforma automaticamente a raquete em “profissional”

Também não existe uma progressão simples em que carbono 3K seria básico, 12K intermediário e 18K automaticamente melhor.

Esses números frequentemente se relacionam à construção do tecido de carbono e à quantidade de filamentos em determinado feixe, mas o comportamento final depende do projeto completo.

Dois modelos utilizando materiais descritos de maneira semelhante podem ter respostas bem diferentes.

Se a única justificativa de venda for “tem mais K, então é melhor”, falta informação.

Para o jogador, interessa saber como aquela combinação aparece na quadra.

A raquete parece rígida?

A resposta no contato é rápida?

Você sente controle suficiente?

Consegue movimentá-la bem?

Essas perguntas são mais úteis que perseguir a maior especificação disponível.

O núcleo também participa muito da sensação

No interior da raquete, é comum encontrar espumas de EVA com diferentes densidades e formulações.

Fabricantes utilizam nomes como EVA Soft, EVA Medium, Black EVA e várias denominações próprias.

Em linhas gerais, núcleos mais macios tendem a oferecer uma sensação mais confortável e elástica no contato, enquanto construções mais firmes podem produzir uma resposta mais direta.

Mas, novamente, não existe uma classificação universal entre marcas.

Um “Soft” de um fabricante não precisa ter exatamente a mesma dureza do “Soft” de outro.

É melhor utilizar a descrição como orientação e confirmar a sensação quando possível.

Mais rígido não significa necessariamente melhor controle para todos

Uma raquete rígida pode fornecer uma resposta bastante direta quando o jogador acerta o contato com precisão.

Para alguém que ainda encontra a bola em diferentes regiões da face, essa mesma característica pode parecer pouco tolerante.

Por isso, nível técnico entra novamente na escolha.

Jogadores avançados podem saber exatamente que tipo de resposta procuram porque já possuem um padrão de golpe estável.

O iniciante normalmente ganha mais escolhendo um equipamento que permita desenvolver esse padrão sem exigir adaptação desnecessária.

Dica 4: escolha o equilíbrio entre controle e potência que combina com seu jogo

Quando começamos a pesquisar raquetes, encontramos duas palavras em praticamente toda descrição:

controle e potência.

O problema é que elas são frequentemente utilizadas como se fossem botões independentes.

Na prática, o comportamento da raquete resulta da combinação entre rigidez, núcleo, distribuição de peso, espessura, formato da cabeça, superfície e maneira como o jogador acelera o equipamento.

Por isso, não existe simplesmente uma raquete “de potência” que automaticamente deixa todos os golpes mais fortes.

Existe uma construção que favorece determinadas respostas quando utilizada por determinado jogador.

Quem está começando deveria priorizar controle?

Em muitos casos, sim, mas é importante entender o que isso significa.

Controle para um iniciante não é colocar a bola exatamente no último centímetro da linha.

É conseguir preparar a raquete, encontrar a bola com maior frequência e repetir um movimento sem sentir que o equipamento está brigando com você.

Uma raquete manejável e relativamente tolerante ajuda nesse processo.

Depois, quando o jogador desenvolve consistência, pode começar a perceber necessidades mais específicas.

Talvez queira mais firmeza nos ataques.

Talvez prefira maior agilidade defensiva.

Talvez descubra que gosta justamente de uma resposta mais macia.

A evolução técnica começa a orientar a próxima escolha.

Jogador intermediário deveria trocar de raquete?

Não simplesmente porque deixou de ser iniciante.

Se sua raquete continua confortável e não existe uma característica específica que esteja limitando aquilo que você pretende desenvolver, não há obrigação de trocar.

O nível escrito na descrição do produto é apenas uma referência de mercado.

Uma nova raquete faz mais sentido quando você consegue dizer algo como:

“Quero uma resposta mais firme nos ataques.”

“Meu equipamento parece lento nas trocas.”

“Prefiro mais peso na cabeça.”

“Estou procurando uma sensação menos rígida.”

Agora existe um problema real para resolver.

Sem essa informação, uma troca pode terminar apenas num equipamento mais caro que exige nova adaptação.

Seu estilo de jogo aparece com o tempo

Jogadores iniciantes ainda estão aprendendo a jogar.

Por isso, tentar escolher imediatamente uma raquete extremamente especializada para um estilo ofensivo ou defensivo pode ser precipitado.

Depois de algumas dezenas de partidas, tendências começam a aparecer.

Você gosta de construir o ponto?

Procura ataques altos?

Joga muito pela reação?

Prefere defender e colocar a bola novamente em jogo?

Usa bastante efeito?

Essas características ajudam a refinar a escolha.

O equipamento passa então a complementar aquilo que você já faz, em vez de tentar definir como deveria jogar.

Uma raquete não precisa transformar você no jogador que aparece no anúncio

É fácil assistir a um atleta profissional utilizando determinado modelo e imaginar que aquela é a escolha mais avançada possível.

Só que atletas possuem técnica, força, velocidade, experiência e preferências muito diferentes das de um praticante recreativo.

Em muitos esportes, equipamentos desenvolvidos para atletas de alto nível são justamente menos tolerantes porque partem do pressuposto de que o usuário consegue executar movimentos com grande consistência.

Não escolha pelo status do equipamento.

Escolha por compatibilidade.

Dica 5: conforto na mão vale mais que uma ficha técnica perfeita

Depois de analisar peso, equilíbrio, face e núcleo, falta a etapa que costuma decidir a compra:

segurar e, quando possível, jogar.

Uma raquete pode parecer perfeita no papel e simplesmente não combinar com sua mão.

O cabo pode parecer fino.

Pode parecer grosso depois da colocação do overgrip.

A cabeça pode parecer lenta.

Talvez a raquete produza uma sensação rígida demais no contato ou, ao contrário, macia demais para aquilo que você gosta.

Essas percepções são legítimas.

Equipamento esportivo também precisa funcionar como extensão do movimento.

Preste atenção ao tamanho e à sensação do cabo

Uma empunhadura inadequada pode fazer você apertar a raquete mais do que precisa ou sentir pouca segurança durante o golpe.

No Beach Tennis, overgrips permitem ajustar espessura e sensação com relativa facilidade.

Portanto, não descarte imediatamente uma raquete apenas porque o cabo parece ligeiramente fino.

Em muitos casos, isso pode ser ajustado.

O importante é conseguir segurar o equipamento de maneira confortável sem sentir que precisa usar força excessiva apenas para impedir que ele se movimente na mão.

A fita de segurança também importa

Raquetes de Beach Tennis utilizam uma tira presa ao punho.

Ela não é um detalhe decorativo.

A raquete precisa permanecer conectada ao jogador para reduzir o risco de o equipamento escapar durante o movimento.

Verifique se a fita está íntegra e confortável.

Com o uso, também vale inspecionar seu estado periodicamente.

Esse é o tipo de detalhe pouco interessante em anúncios, mas muito mais importante na quadra que determinada pintura exclusiva.

Superfície áspera ajuda a produzir efeito?

Muitas raquetes atuais utilizam tratamentos superficiais com textura ou microgrânulos, geralmente divulgados como recursos para aumentar contato e facilitar efeitos.

Essa característica pode participar da interação com a bola, mas não produz spin sozinha.

O principal continua sendo a maneira como a raquete encontra a bola.

Para um iniciante que ainda está desenvolvendo contato e direção, eu não colocaria textura superficial entre os primeiros critérios de compra.

Ela pode ser um diferencial.

Não precisa ser o motivo principal da escolha.

E a quantidade de furos?

Os furos fazem parte do projeto aerodinâmico e estrutural da raquete.

Quantidade, tamanho e distribuição variam bastante entre modelos.

Novamente, não existe uma regra simples de que “mais furos é melhor”.

Eles interagem com estrutura, rigidez e resistência do equipamento.

Se você está comparando duas raquetes, peso e equilíbrio provavelmente serão muito mais fáceis de sentir na prática do que contar furos para decidir qual comprar.

Teste por mais de três golpes

Uma raquete leve pode parecer maravilhosa nos primeiros segundos.

Depois de uma partida inteira, a experiência pode mudar.

O mesmo vale para uma opção mais pesada.

Por isso, quando uma loja, professor ou colega permitir testar, procure utilizar o equipamento em situações diferentes.

Faça voleios.

Defenda bolas rápidas.

Saque.

Experimente golpes altos.

Observe se a raquete continua confortável quando precisa reposicioná-la rapidamente.

Você está escolhendo um equipamento para a partida inteira, não para uma única batida bonita.

Comparação de peso e equilíbrio entre diferentes raquetes de Beach Tennis.

Como escolher uma primeira raquete sem complicar demais

Se você está começando e tudo isso parece técnico demais, simplifique.

Procure uma raquete própria para Beach Tennis que seja confortável na mão, tenha peso que permita movimentos rápidos sem esforço excessivo e não apresente uma distribuição de massa que pareça difícil de controlar.

Modelos com resposta mais confortável e construção em fibra de vidro ou combinação de materiais aparecem com frequência entre opções voltadas a iniciantes. Núcleos descritos como mais macios também são comuns nessa faixa.

Isso não significa criar uma regra de compra baseada apenas nesses componentes.

Use-os como ponto inicial para testar.

Se uma raquete diferente se sentir melhor na sua mão e estiver dentro do seu orçamento, essa experiência vale mais que obedecer cegamente a uma categoria.

Uma primeira raquete não precisa ser sua última raquete

Essa ideia tira bastante pressão da compra.

Você ainda não conhece exatamente o jogador que se tornará.

Depois de alguns meses ou anos, pode perceber preferências que hoje não existem.

Sua primeira raquete precisa permitir que você aprenda, jogue com conforto e desenvolva referências.

Quando chegar a hora de trocar, você fará uma compra muito melhor porque terá algo que hoje ainda falta: comparação.

Saberá exatamente o que gosta e o que gostaria de mudar.

Quanto preciso gastar numa raquete?

Não existe um valor único porque o mercado possui uma grande variedade de materiais, marcas e construções.

Para quem está começando, eu evitaria dois extremos.

O primeiro é comprar simplesmente a opção mais barata sem verificar se é realmente adequada para Beach Tennis e possui construção razoável.

O segundo é investir imediatamente num modelo de alta performance apenas porque parece ser o “melhor”.

Defina um orçamento confortável e procure, dentro dele, o equipamento que melhor atende aos critérios importantes para você.

A diferença de preço só vale a pena quando compra alguma característica que você consegue aproveitar.

Raquete cara dura mais?

Não necessariamente em proporção direta ao preço.

Materiais, construção e acabamento influenciam durabilidade, mas uma raquete cara também pode sofrer danos por impacto, armazenamento inadequado ou uso intenso.

Além disso, equipamentos orientados a desempenho podem priorizar características específicas além da robustez.

Cuide do equipamento independentemente do preço.

Evite jogar a raquete no chão, bater nas estruturas da quadra e deixá-la exposta a calor extremo durante longos períodos.

Não deixe a raquete permanentemente dentro do carro

O interior de um automóvel estacionado ao sol pode atingir temperaturas muito altas.

Adesivos, resinas, espumas e outros componentes do equipamento não ganham nada com exposição prolongada a esse ambiente.

Depois do jogo, retire excesso de areia, mantenha a raquete seca e armazene-a em local protegido.

Uma capa também ajuda contra riscos e impactos durante transporte.

É um cuidado simples para um equipamento que pode custar bastante.

Preciso comprar raquete diferente para homem ou mulher?

Não existe necessidade de dividir raquetes simplesmente por gênero.

O que importa é aquilo que combina com características e preferências do jogador.

Uma pessoa pode preferir equipamento mais leve e manejável.

Outra pode gostar de mais massa e equilíbrio avançado.

Força, técnica, experiência e estilo variam muito dentro de qualquer grupo.

Procure a raquete que funciona para você, não a cor ou categoria que o marketing decidiu associar ao seu gênero.

Crianças e adolescentes merecem atenção específica

Para jogadores mais jovens, peso, comprimento e capacidade de controlar a raquete precisam ser compatíveis com tamanho corporal, idade e estágio de desenvolvimento.

Nesse caso, a orientação de um professor que acompanha a criança pode ser especialmente útil.

Não entregue simplesmente uma raquete adulta pesada porque “ela vai crescer”.

Equipamento precisa funcionar para o jogador de hoje.

E se eu tenho dor no ombro, cotovelo ou punho?

Esse ponto merece cuidado.

Trocar peso, equilíbrio ou rigidez da raquete pode alterar a sensação durante o golpe, mas equipamento não deve ser utilizado para autodiagnosticar ou tratar uma dor persistente.

Se existe dor recorrente, perda de força ou limitação durante o jogo, vale revisar técnica, volume de prática e equipamento com um professor e, quando necessário, procurar avaliação de um profissional de saúde.

Raquete “confortável” pode fazer parte da escolha.

Ela não substitui investigação da causa.

Nosso conteúdo sobre benefícios do Beach Tennis também reforça que a evolução da prática precisa acompanhar adaptação e recuperação, especialmente quando o volume de jogos aumenta.

Peso e equilíbrio podem mudar depois que você personaliza a raquete

Outro detalhe costuma passar despercebido.

Overgrips, protetores e outros acessórios adicionam massa.

Às vezes são poucos gramas, mas sua posição também altera ligeiramente a distribuição do peso.

Adicionar material ao cabo não produz o mesmo efeito que adicionar massa na cabeça.

Por isso, quando estiver comparando especificações com muita precisão, lembre que a raquete que efetivamente entra em quadra pode não estar exatamente igual ao produto nu medido pela fábrica.

Para a maioria dos iniciantes, essa diferença não precisa virar uma obsessão.

Ela apenas reforça por que sensação real importa.

Cuidado com descrições absolutas de produto

“Potência máxima.”

“Controle total.”

“Zero vibração.”

“Raquete definitiva.”

Essas frases podem funcionar como publicidade, mas raramente ajudam a entender o equipamento.

Procure informações concretas.

Qual é o peso aproximado?

Onde está o equilíbrio?

Quais materiais compõem face e estrutura?

Qual é o núcleo?

Qual é a espessura?

Existe variação de peso entre unidades?

Quanto mais informações mensuráveis existirem, melhor você consegue comparar.

Depois vem a etapa que nenhuma ficha técnica substitui: sentir a raquete.

Não existe raquete que entregue potência máxima, controle máximo e conforto máximo ao mesmo tempo

Equipamentos envolvem compromissos.

Uma construção mais rígida pode agradar alguém que quer resposta direta, enquanto outra pessoa prefere maior flexibilidade.

Peso mais avançado pode favorecer a sensação em ataques, mas exigir mais do manejo.

Uma raquete muito fácil de movimentar pode apresentar outra resposta quando a bola chega forte.

É justamente por isso que existem tantos modelos.

Se uma raquete fosse objetivamente superior em todos os critérios, o restante do mercado não faria muito sentido.

Sua tarefa não é encontrar o equipamento que vence todas as comparações.

É escolher quais características possuem mais importância para seu jogo.

Uma maneira simples de comparar duas raquetes

Quando tiver duas opções na mão, não tente decidir apenas olhando o acabamento.

Segure as duas em sequência e perceba a diferença de equilíbrio. Faça movimentos controlados, sem bola, para sentir a velocidade com que consegue reposicionar a cabeça.

Depois, se puder testá-las em quadra, utilize golpes semelhantes.

Não procure imediatamente qual produz a bola mais rápida. Observe em qual delas consegue repetir melhor o contato.

Veja também o que acontece depois de alguns minutos.

Uma raquete que parece “forte” nos primeiros golpes pode cansar seu movimento mais rapidamente. Outra que parecia discreta pode revelar excelente controle quando a troca fica mais rápida.

Compare o conjunto.

Cinco perguntas antes de passar o cartão

Antes de comprar, tente responder mentalmente cinco coisas: a raquete combina com meu nível atual? Consigo movimentá-la com conforto durante uma sequência de golpes? Gosto de como o peso está distribuído? A resposta da face e do núcleo agrada meu contato com a bola? Estou pagando por características que consigo realmente perceber e utilizar?

Se as respostas estiverem claras, você provavelmente possui muito mais informação para decidir do que teria escolhendo apenas pela marca.

Se ainda estiver completamente em dúvida, talvez seja melhor testar mais.

Adiar uma compra por uma aula é muito mais barato que descobrir depois que aquela não era a raquete para você.

Jogador testando uma raquete de Beach Tennis em uma troca de bola na quadra.

A melhor raquete é aquela que desaparece durante o jogo

No começo, você pensa bastante no equipamento.

Sente o peso.

Repara no cabo.

Presta atenção ao contato.

Com uma raquete que combina com você, parte dessa atenção começa a desaparecer.

Você deixa de pensar constantemente na ferramenta e passa a pensar na bola.

Isso não significa que a raquete precise ser neutra ou sem personalidade. Jogadores experientes percebem pequenas diferenças e podem escolher equipamentos muito específicos.

Mas uma boa escolha permite que essas características trabalhem junto com o jogador, não contra ele.

Para quem está começando, esse talvez seja o melhor objetivo: encontrar uma raquete confortável o suficiente para aprender sem criar dificuldades desnecessárias.

Depois, à medida que sua técnica evoluir, você começará a perceber exatamente quais características deseja na próxima.

E essa segunda escolha provavelmente será muito mais fácil que a primeira.


Depois da raquete, vem a parte mais importante: jogar

Equipamento ajuda, mas evolução acontece dentro da quadra. Se você está começando, experimente diferentes raquetes quando tiver oportunidade, aprenda os fundamentos e deixe seu estilo aparecer antes de buscar uma configuração extremamente específica.

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Perguntas frequentes

Como escolher uma raquete de Beach Tennis para iniciantes?

Comece priorizando conforto, facilidade de manejo e uma resposta previsível. Se possível, teste diferentes pesos e equilíbrios antes de comprar. Modelos com construção mais flexível e núcleos mais macios aparecem com frequência entre opções direcionadas a iniciantes, mas a sensação individual continua sendo importante.

Qual é o peso ideal de uma raquete de Beach Tennis?

Não existe um único peso ideal. O peso precisa ser analisado junto com o equilíbrio da raquete e com a capacidade do jogador de movimentá-la confortavelmente durante a partida.

Raquete mais leve é melhor?

Não necessariamente. Ela pode ser mais fácil de movimentar, mas estabilidade, equilíbrio, rigidez e resposta da face também influenciam o comportamento da raquete.

O que é balanceamento da raquete?

É a distribuição do peso ao longo do equipamento. Uma raquete pode ter maior concentração de massa na cabeça, próximo ao cabo ou numa posição intermediária, alterando a sensação durante o movimento.

Raquete com peso na cabeça é melhor para ataque?

Pode favorecer uma sensação de maior massa envolvida no golpe, mas também pode exigir mais do manejo. A escolha depende da técnica e das preferências do jogador.

Fibra de vidro ou carbono: qual é melhor?

Nenhum dos materiais é universalmente melhor. Fibra de vidro costuma aparecer em construções mais flexíveis, enquanto carbono permite projetos com maior rigidez. A resposta final depende do conjunto da raquete, incluindo estrutura, núcleo e espessura.

Raquete de carbono é indicada para iniciante?

Pode ser utilizada por iniciantes, mas carbono sozinho não torna uma raquete mais adequada. Para quem está começando, conforto, manejo e tolerância costumam ser critérios mais úteis que escolher pelo material mais sofisticado.

O que significa carbono 3K, 12K ou 18K?

Essas denominações estão relacionadas à construção do tecido de carbono utilizado, mas não formam uma escala simples de qualidade. Projeto, resina, número de camadas, estrutura e núcleo também influenciam o comportamento final.

O que é EVA Soft?

É uma das denominações utilizadas para núcleos de EVA de resposta mais macia. Como cada fabricante pode utilizar formulações próprias, a classificação não é perfeitamente padronizada entre marcas.

Raquete mais cara é sempre melhor?

Não. Preço pode refletir materiais, construção, marca e tecnologias diferentes, mas a melhor raquete depende da compatibilidade com o jogador.

Preciso trocar de raquete quando passar para o nível intermediário?

Não automaticamente. A troca faz mais sentido quando você identifica uma característica concreta do equipamento atual que gostaria de mudar.

Quantos furos deve ter uma boa raquete?

Não existe um número universal. Quantidade e distribuição dos furos fazem parte do projeto estrutural e aerodinâmico de cada modelo.

A superfície áspera faz diferença?

Texturas superficiais podem participar da interação entre raquete e bola e são utilizadas por fabricantes com o objetivo de favorecer efeitos, mas técnica continua sendo determinante.

Posso usar uma raquete de tênis ou padel no Beach Tennis?

O Beach Tennis possui equipamento próprio e regras específicas para a raquete. Para jogar adequadamente e, principalmente, em competições, utilize uma raquete desenvolvida para a modalidade.

Qual o tamanho máximo de uma raquete oficial de Beach Tennis?

Pelas regras internacionais de 2026, a raquete não pode exceder 50 cm de comprimento. A superfície de impacto também possui limites próprios de dimensão e a espessura máxima permitida é de 38 mm.

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